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7 de abr. de 2014

QUARTETO FANTÁSTICO

Ayrton Senna, Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet. 

Essa famosa foto tirada em meados dos anos 80, quase certo que seja em 86, nos mostra os quatro maiores pilotos dessa década e que estão entre os maiores da história.


É comum as pessoas dizerem que não existem mais pilotos tão bons como nesses anos, que pra correr tinha que ter braço, que hoje em dia o carro é que ganha corrida. 

Muita coisa mudou com o passar do tempo, isso é fato. Eu não costumo comparar pilotos de gerações diferentes, mas será que os que temos hoje são tão distantes no que diz respeito à capacidade técnica?

Olhe a foto abaixo. Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Podemos incluir Kimi Raikkonen, fechando assim o quarteto fantástico atual. E ainda temos Jenson Button, campeão mundial em 2009 e Nico Rosberg. Esses dois um nível abaixo, a meu ver, mas pilotos de grande capacidade técnica.

E aí? Será que ficariam para trás numa disputa roda a roda? 

3 de abr. de 2014

PANES SECAS MARCANTES

Depois que eu comentei nesse post a pane seca de Mansell em 1984, me veio a idéia de que há anos que não se tem reabastecimento na Formula 1 e os casos de pilotos ficarem sem combustível no meio da pista, se aconteceram, realmente foram raros.

Achei um pouco exagerado o comentário de Villeneuve dias atrás de que "uma corrida de F-1 esse ano se resume às três primeiras voltas, já que nas restantes os pilotos se preocupam em economizar combustível." 

Exagero ou não, fato é que nenhum piloto quer ficar parado, perder pontos preciosos, ou até vitórias por falta de combustível. 

Como Barrichello em 2003 no GP do Brasil, que liderava a corrida e viveu uma das maiores decepções de sua carreira. Largou na pole mas perdeu a ponta ao longo da prova. Na volta 45 ele levantou a torcida recuperando a primeira posição sobre David Coulthard. Duas voltas mais tarde, teve que abandonar a corrida por falta de combustível.


Ayrton Senna viveu situação semelhante em 1985 e perdeu duas prováveis vitórias por causa de pane seca em sua Lotus. Em San Marino liderava a corrida de ponta a ponta até parar faltando quatro voltas. Cinco corridas depois lutava pela primeira posição com Alain Prost a duas voltas do fim do GP da Inglaterra e também ficou sem combustível.


O próprio Alain Prost, no ano de seu segundo título, ficou pelo caminho sem combustível. No GP da Alemanha o francês vinha em quarto quando, a poucos metros da linha de chagada, seu McLaren parou. Ele desceu do carro para empurrar mais alguns metros a tempo de terminar sem sexto.


10 de mar. de 2014

MÍDIA X OPINIÃO

Em maio de 2014 se completam 20 anos da morte do maior piloto brasileiro na Formula 1 e um dos maiores de todos os tempos. Sobre isso, eu vou escrever mais pra frente. 

O que quero mostrar aqui é como uma mídia consegue impor uma opinião na cabeça da maioria dos brasileiros.

Nós sabemos que Alain Prost foi um grande rival de Ayrton Senna, especialmente em 1988 e 1989, onde eles dividiram os boxes na McLaren e travaram uma dura batalha pelos títulos, onde o brasileiro conseguiu em 88 e Prost, já no terceiro título, no ano seguinte.

A emissora oficial da F-1 no Brasil sempre "pintou" Alain Prost como um inimigo, o cara que queria "destruir" o piloto brasileiro. E isso influenciou na opinião de todos os que assistiam às corridas apenas com o interesse de no final ouvirem a famosa musiquinha...... "tan tan tan..."

Quando dois pilotos excepcionais dividem uma equipe a rivalidade sempre fica maior, haverão excessos nessa disputa, é óbvio. Mas o respeito que esses dois pilotos tinham um pelo outro é fato. E eles sabiam que o que faltava em um havia no outro e por isso muitas vezes se via nos boxes uma intensa troca de informações, muito diferente do que vemos nos dias de hoje. 

Esses pilotos eram dois competidores natos, que buscavam o limite extremo para se conseguir vitórias e títulos. Ayrton com a coragem, arrojo e determinação que nasceram com ele, e Alain com a
perícia, inteligência e paciência, que faziam com que tirasse o máximo do carro, mas apenas quando o equipamento permitia isso, sendo inteligente o suficiente para conseguir valiosos pontos quando seu carro não era tão competitivo.

Dois dos maiores pilotos de todos os tempos, que se admiravam e se respeitavam, disputaram títulos e vitórias numa época de ouro na categoria, mas que infelizmente não é visto dessa forma aqui no Brasil.

A TV Globo tem mostrado em sua grade esportiva as informações da Formula 1 para este ano. E de certa forma, como sempre fez, vem influenciando nas opiniões das pessoas sobre as expectativas em relação ao piloto brasileiro Felipe Massa.

Recentemente o site Grande Premio fez uma pesquisa sobre quem vence o Mundial de 2014. E Massa está na frente, até outro dia com 47% dos votos.


Não que eu não queira que ele vença, gosto dele, não é um excepcional piloto mas é um dos melhores da atual geração. Vem pra este ano renovado mentalmente após anos correndo pela Ferrari.

Mas não esqueçam que grande parte desses "torcedores" que vêem no brasileiro a esperança de título são os mesmos que de uns anos pra cá vem povoando as redes sociais com coisas do tipo: "Felipe Massa é covarde", "ele não merece representar o Brasil" - opinião deste que vos escreve: ele não representa o Brasil, ele representa a Williams esse ano e durante oito representou a Ferrari - "ele vai ser sempre segundo piloto".....e por aí vai.

O título do post é sobre isso: Uma batalha entre a mídia x opinião. Aqui no Brasil, a mídia sempre vence.

24 de fev. de 2014

24 DE FEVEREIRO

Além de vários outros pilotos que nasceram neste dia, destaque especial para Alain Prost, um dos maiores pilotos de todos os tempos da Formula 1.

Dono de 4 títulos, 51 vitórias, 106 pódios e 33 poles, o francês iniciou sua carreira na categoria máxima em 1980, pela equipe Renault. Ganhou sua primeira corrida no GP da França em 1981 e o primeiro título em 1985 pela equipe McLaren. No ano seguinte tornou a vencer e faturou mais um em 1989. 

Após um período conturbado na Ferrari, decidiu abandonar as pistas em 1992, mas recebeu uma proposta de Frank Williams para retornar e acabou vencendo seu quarto e último título, em 1993.

Durante toda a sua carreira, se notabilizou a grande rivalidade que teve com Ayrton Senna, principalmente após os dois pilotos dividirem os boxes na equipe McLaren. Rivalidade essa que foi enfim selada na última corrida de 1993, no GP da Austrália. Era a última corrida de Alain Prost, que anunciara a aposentadoria definitiva e até então a última vitória de Ayrton, que veio a falecer poucos meses depois, em Ímola.

Primeira equipe na Formula 1
 
Na McLaren conquistou três títulos

Campeão em 1993 pela Williams