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23 de fev. de 2015

OLHARES

Michael Schumacher e Nelson Piquet dividiram os boxes da equipe Benetton, em 1991, por cinco corridas. Oriundo da Jordan, o jovem alemão foi colocado no lugar do brasileiro Roberto Moreno a partir do GP da Itália daquele ano.

Nelson Piquet, um veterano três vezes campeão do mundo, disputando sua última temporada na categoria e tendo ao lado um jovem mal saído das fraldas, jamais poderia pensar que esse alemão imberbe iria se tornar o maior campeão de todos os tempo. Ou pensou?

Um piloto com a capacidade e experiência do brasileiro saberia olhar para alguém tão jovem e saber que ele teria sucesso? 

Schumacher x Piquet

Piquet x Schumacher

O que estaria pensando Nelson Piquet nesse momento?

10 de fev. de 2015

OU VOCÊ TEM, OU VOCÊ NÃO TEM - PARTE 2

Dando sequência à postagem sobre os pilotos endinheirados, por que não falar dos três campeões mundiais que o Brasil teve na Formula 1? 

Antes de começar, quero deixar bem claro aqui que não estou dizendo que eles foram campeões por que tinham dinheiro ou bons patrocinadores. Isso, ainda mais hoje em dia, é e sempre foi importante, mas sem o talento natural para pilotar carros de corridas, nenhum dos três teriam sido campeões.

Eu comentei lá que anos atrás nem era tão comum assim os pilotos terem nascido em "berços de ouro". E Emerson é um desses casos, sua família nem era rica. 
Mas, graças aos contatos feitos pelo pai e o espírito esportivo que corria na família, seguiu adiante.
Seu pai, o "barão" Wilson, era locutor de corridas nas rádios e também promotor de corridas. Inclusive foi ele, Wilson, o idealizador das primeiras Mil Milhas Brasileiras. Nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, sua mãe June era formada em Jornalismo e também já disputou algumas corridas. 






O pai de Nelson Piquet era um médico respeitável também político, o  pernambucano Estácio Souto Maior. Dono de uma longa carreira na política, foi diversas vezes deputado federal na década de 1960 e Ministro da Saúde. Sua mãe tinha uma profissão mais singela, era construtora de móveis e casinhas de brinquedo. Típico "filho de papai", Nelson morou muitos anos nos E.U.A. tinha seu carro próprio e jogava tenis. Passou no Vestibular para Engenharia, mas desistiu pois queria mesmo era se tornar piloto.

Ayrton Senna, último brasileiro campeão na Formula 1, também podia ser considerado "filho de papai". Seu pai Milton, de família simples, começou a ganhar dinheiro com a compra e vendas de veículos na Zona Norte de São Paulo. Com a fortuna acumulada ele abriu um pequena metalúrgica, a Universal, que fornecia peças à indústria automobilística. Rapidamente adquiriu muitas fazendas de gado no Nordeste e Centro-Oeste. Ayrton ganhou o primeiro kart aos quatro anos. Tempos mais tarde chegou a cursar Administração de Empresas, tendo como expectativa dos pais administrar as empresas da família, mas optou pelo automobilismo.

21 de nov. de 2014

LATICÍNIOS PARMALAT

Lembra da Parmalat?

A indústria de laticínios italiana fundada em 1961 ficou muito conhecida aqui no Brasil, a partir dos anos 90, quando trabalhou com o Palmeiras e o Juventude numa espécia de co-gestão. Além disso, patrocinou a equipe do Santa Cruz de Recife.

A Parmalat, que decretou falência em 2003, já patrocinou várias equipes de Formula 1. Nos títulos de 81 e 83 de Nelson Piquet, a Brabham tinha como patrocinador principal a indústria italiana fundada por Calisto Tanzi.

Segue abaixo algumas equipes que usaram esse patrocínio:

Brabham

Forti Corse

Footwork

Ligier

Arrows

Sauber

14 de nov. de 2014

OS TÍTULOS DO BRASIL NA F3 INGLESA

Que o Brasil foi um grande celeiro de pilotos extremamente talentosos nós já sabemos. Mas por quê hoje em dia é bem diferente? Na categoria máxima do automobilismo só mesmo Felipe Massa segue disputando corridas. E, tirando Felipe Nasr, não tem ninguém tão próximo da categoria que possa ter uma chance de ingressar em alguma equipe.

A má administração das categorias de base, a destruição de autódromos pelo país, a corrupção que assola vários setores, inclusive as federações de automobilismo....são apenas alguns problemas, que parecem não terem fim e que mostram um futuro bem negro em poucos anos, sem nenhum piloto brasileiro na Formula 1.

A prova desse passado glorioso é que na Formula 3 Inglesa, que na época era o primeiro passo de uma carreira na Europa, 12 pilotos brasileiros foram campeões. O último título veio em 2011, nem tão longe assim, mas entre as décadas de 1970 até o início dos anos 2000 haviam inúmeros pilotos disputando. Para esse ano, apenas Felipe Guimarães está confirmado, como único brasileiro no certame.

O precursor brasileiro Emerson Fittipaldi campeão em 1969

Jose Carlos Pace em 1970. Essa é uma foto da F1, não achei nenhuma dele na F3.

Piquet, nessa foto ao lado de Chico Serra, foi campeão em 1978

Um ano depois Chico Serra sagrava-se campeão


Senna em 1983

Maurício Gugelmin em 1985

Rubens Barrichello, campeão em 1991

Gil de Ferran, 1992

Mario HAberfeld, levantou o caneco em 1998

Antonio Pizzonia, o "Jungle Boy", campeão em 2000

Nelson Piquet Jr., campeão em 2004

Felipe Nasr, P1 em 2011

3 de nov. de 2014

NELSON PIQUET JR

Algumas equipes da NASCAR dependem quase que exclusivamente de patrocinadores pontuais para disputar um campeonato inteiro. Por isso assistimos corridas com os pilotos variando o layout dos carros conforme o desejo dos patrocinadores. E, consequentemente, os capacetes também são modificados respeitando as cores e as logomarcas.

Piquet Jr. dono dos desenhos abaixo, sempre usou um layout idêntico ao de seu pai. Quando ingressou na Formula 1, as cores foram alteradas para se adequar ao patrocinador. E foi assim até se mudar para a categoria americana.

Variando as cores conforme citei acima, algumas pinturas ficaram bem bonitas. Homenageando seu pai em uma das corridas, Nelsinho pintou seu capacete com um layout que Nelson usou no início da carreira, quando utilizava o nome Piket pra esconder dos pais as aventuras nas pistas, ante o desejo deles de ver o filho se tornar tenista profissional.

Atualmente Piquet Jr. disputa o Mundial de GT pela equipe BMW brasileira

Layout da F-1

Um belo modelo usado na Nascar

Mais um da Nascar

Homenageando o pai


3 de out. de 2014

VITÓRIAS BRASILEIRAS

De um total de trinta pilotos brasileiros que já disputaram ao menos uma corrida na Formula 1, apenas seis venceram. 101 é o número exato dessas vitórias, que poderia ser maior, mas a última delas no distante ano de 2009 com Rubens Barrichello.

Tudo começou com Emerson Fittipaldi, que faturou a primeira vitória no GP dos EUA em 1970. A última de um total de 14 foi no GP da Inglaterra em 1975.


O segundo a vencer foi José Carlos Pace. Dono de um talento nato, Pace venceu apenas o Gp do Brasil de 1975. Certamente teria mais vitórias e disputaria títulos não fosse um trágico acidente de avião que tirou sua vida no início de 1977.


Nelson Piquet elevou o nome dos pilotos brasileiros no início da década de 1980. Tricampeão mundial, o brasileiro conquistou a primeira vitória no GP da Alemanha em 1978. 13 anos mais tarde, venceu o GP do Canadá, totalizando 23 vitórias na carreira.


Ayrton Senna é até hoje o piloto brasileiro com mais vitórias na F-1. E a tendência é que permaneça assim, já que não temos um representante capaz de mudar essa história. A primeira das 41 vitórias de Senna foi no GP de Portugal em 1985. Dono de três títulos mundiais, o brasileiro venceu pela última vez no GP da Austrália de 1993.


De 1993 até 2000 não tivemos pilotos brasileiros vencendo. O jejum acabou com a belíssima vitória de Rubens Barrichello no GP da Alemanha, pilotando uma Ferrari. Recordista de corridas disputadas na categoria, com 326, Rubens conquistou a derradeira vitória de sua carreira no GP da Itália em 2009, totalizando 11.



Apesar de Felipe Massa ainda estar em atividade, ele não vence uma corrida desde o GP Brasil de 2008, aquele em que esteve campeão por alguns segundos. Conquistou até os dias de hoje 11 vitórias, a primeira delas no GP da Turquia em 2006.


12 de abr. de 2014

TRÊS....NOVE..!!!!

Nelson Piquet, Niki Lauda e Jackie Stewart nessa foto abaixo tirada no GP Brasil de 2011. Só com esses três são 9 títulos mundiais, 75 vitórias, 65 poles, 62 voltas mais rápidas e 127 pódiuns. 

Sentados descontraidamente, qual seria o assunto deles? Os bom tempos das corridas de Formula 1? Os perigos da época em que eles corriam? 


7 de abr. de 2014

QUARTETO FANTÁSTICO

Ayrton Senna, Alain Prost, Nigel Mansell e Nelson Piquet. 

Essa famosa foto tirada em meados dos anos 80, quase certo que seja em 86, nos mostra os quatro maiores pilotos dessa década e que estão entre os maiores da história.


É comum as pessoas dizerem que não existem mais pilotos tão bons como nesses anos, que pra correr tinha que ter braço, que hoje em dia o carro é que ganha corrida. 

Muita coisa mudou com o passar do tempo, isso é fato. Eu não costumo comparar pilotos de gerações diferentes, mas será que os que temos hoje são tão distantes no que diz respeito à capacidade técnica?

Olhe a foto abaixo. Sebastian Vettel, Fernando Alonso e Lewis Hamilton. Podemos incluir Kimi Raikkonen, fechando assim o quarteto fantástico atual. E ainda temos Jenson Button, campeão mundial em 2009 e Nico Rosberg. Esses dois um nível abaixo, a meu ver, mas pilotos de grande capacidade técnica.

E aí? Será que ficariam para trás numa disputa roda a roda? 

27 de mar. de 2014

WILLIAMS VERDE E AMARELA

Nenhuma outra equipe na Formula 1 teve tantos pilotos brasileiros como a Williams. Com a inclusão de Felipe Massa em 2014, são seis os pilotos que já disputaram corridas pela escuderia sediada em Grove. O fato curioso nessa história é que quatro deles encerraram a carreira na F-1 por lá. Ayrton Senna, Antonio Pizzonia, Rubens Barrichello e Bruno Senna.

A história da Williams com o Brasil remete aos tempos anteriores à criação da atual equipe. Jose Carlos Pace correu para Frank Williams na F-2 em 1971. No ano seguinte, Frank comprou um chassis March e ingressou na F-1. Convidou Pace, que disputou 11 corridas e marcou três pontos.

A Williams como conhecemos hoje ingressou na F-1 em 1977, com chassis de fabricação própria. Mas somente em 1986 um piloto brasileiro vestiu as cores da equipe. 

NELSON PIQUET: 

Já com dois títulos na bagagem, Nelson Piquet assinou um contrato que o permitia ter as vantagens de primeiro piloto. Quando Patrick Head substituiu o chefe de equipe anterior, que havia sofrido um grave acidente automobilístico, essas pequenas regalias se desfizeram em virtude da aproximação de Head com Nigel Mansell.

Os dois se engalfinharam pelo título e essa divisão de pódiuns e vitórias acabou fazendo de Prost o campeão de 1986. No ano seguinte Piquet bateu Mansell e conquistou seu terceiro e último título.


AYRTON SENNA:

Quis o destino que a tão aguardada transferência de Senna para a Williams, que dominava as corridas no início dos anos 90, tivesse consequências tão tristes. Após sofrer dois anos com uma McLaren muito abaixo dos concorrentes, Senna acertou sua ida para a equipe de Grove para 94.

Essa mudança de ares provocou até uma alteração de regulamento, que limitou o uso de tecnologia dos carros. Senna conseguiu largar na frente nas três primeiras corridas, mas não terminou nenhuma delas por acidente. O último deles, fatal.


ANTONIO PIZZONIA:

O amazonense Pizzonia teve duas passagens pela Williams, apenas para substituir pilotos lesionados. Em 2004 entrou no lugar de Ralf Schumacher durante quatro etapas. E no ano seguinte substituiu Nick Heidfeld nas últimas cinco da temporada. Marcou oito pontos no total.


RUBENS BARRICHELLO:

Após passar pela Brawn em 2009 e terminar em terceiro no campeonato, Rubens foi contratado pela Williams para iniciar um processo de reestruturação. Mas o carro não foi bem construído nos dois anos que o brasileiro por lá estava e os resultados não foram animadores. Rubens abandonou a F-1 no fim do ano e se dedicou a F-Indy no ano seguinte.


BRUNO SENNA:

Substituto de Barrichello em 2012, Bruno Senna começou o ano bem, pontuando em quase todas as provas até a metade da temporada. Mas depois se perdeu em alguns acidentes e atuações pouco animadoras num ano em que seu companheiro Pastor Maldonado ganhou uma das etapas. No fim do ano foi substituído pelo então piloto de testes Valtteri Bottas e Bruno então seguiu carreira no mundial de Turismo.

11 de jan. de 2014

OS CARROS DE NELSON PIQUET

Dando sequência às ilustrações do Ararê, segue aí os carros utilizados por Nelson Piquet na Formula 1 e abaixo todos os modelos utilizados por ele em toda sua carreira, desde o Fusca "azul calcinha" de sua primeira corrida, passando por Formula Vê, Formula 1, Indy e finalizando no Aston Martin das Mil Milhas Brasileiras de 2006.


Formula 1

Todos os carros que Nelson utilizou