12 de nov. de 2014

OS F1 DE EMERSON FITTIPALDI

Emerson Fittipaldi foi o precursor do automobilismo brasileiro. Não que tenha sido o primeiro a desafiar as pistas de corrida mundo afora, mas suas vitórias e títulos na Formula 1 abriram as portas para que os pilotos brasileiros que vieram na sequencia mostrassem seu talento.

A fotos abaixo são de todos os carros pilotados por Emerson na Formula 1. Dono de 14 vitórias na categoria máxima, Fittipaldi estreou no GP da Grã-Betanha, em 1970, pela equipe Lotus Gold Leaf. 

Na penúltima corrida desse ano, após sua equipe se afastar por duas provas depois da morte de Jochen Rindt, Emerson consegue sua primeira vitória na categoria.

Lotus 49C 1970

Lotus 72C 1970

Lotus 72D 1971

Lotus 56B 1971

Lotus 56B 1971
Em 1971, não conquista vitórias, termina a temporada com três pódiuns e em sexto lugar no quadro de pilotos. O ano seguinte se torna mágico para Emerson, sendo campeão mundial com cinco vitórias.

Lotus 72D 1972

Lotus 72E 1973

Após ser vice campeão em 1973, se transfere para a McLaren onde conquista mais um título mundial, em 1974. Permanece no ano seguinte, sendo novamente vice campeão. Em 1975 conquista sua última vitória na categoria, curiosamente no GP da Grã-Betanha, palco de sua primeira vitória.

McLaren M23 1974

McLaren M23 1974, com modificação na entrada de ar do motor

McLaren M23 1975
Ainda em 1975, Emerson fundou uma equipe junto com seu irmão Wilson, a Fittipaldi Automotive, com patrocínio da cooperativa brasileira de álcool e açúcar, Coopersucar, nome que ficou até mais conhecido entre os brasileiros.

Abandonou o período de vitórias e títulos para se dedicar à sua equipe a partir de 1976. Sofrendo com carros pouco confiáveis e falta de apoio de empresas brasileiras, Emerson finaliza o melhor ano da equipe em décimo lugar no campeonato, em 1978 e sétimo no mundial de Contrutores.

Fittipaldi FD04 1976

Fittipaldi FD04 1976 com modificações no cofre do motor
Fittipaldi FD04 1977

Fittipaldi F5 1977

Fittipaldi F5 com alterações no cofre do motor

Fittipaldi F5A 1978

Fittipaldi F5A 1978/1979

Fittipaldi F6 1979

Fittipaldi F6A 1979

Fittipaldi F7 1980

Fittipaldi F8 1980
No final dos anos 80, Emerson abandona as pistas tendo conquistado nesse ano um pódio no GP de Long Beach. Se dedica a ser chefe de equipe em 1981, comandando os pilotos Keke Rosberg e Chico Serra. 

Após um péssimo ano em 1982, sem um carro decente e sem dinheiro algum, Emerson desativa a equipe e abandona de vez a Formula 1, deixando um legado importante na história do automobilismo brasileiro e mundial.

11 de nov. de 2014

ÚLTIMO ROUND

Entre os dias 21 e 23 de Novembro vai ser disputada a última etapa do Mundial de F-1 2014. Quem leva o título deste ano? Lewis Hamilton ou Nico Rosberg?

Lewis lidera o campeonato com uma diferença de 17 pontos para Nico. Nesta última etapa a pontuação será dobrada e por isso o piloto inglês terá que obrigatoriamente chegar em segundo lugar, caso Rosberg vença a corrida.

Digamos que a tarefa não seja muito difícil. Com o domínio da equipe Mercedes em 2014, Hamilton já está com uma mão na taça.

Mas, numa corrida de automóveis, tudo pode acontecer.





10 de nov. de 2014

ONDE TINHA FUMAÇA, TINHA DINHEIRO

Nós sabemos que, oficialmente, a Formula 1 teve início em 1950. E as equipes que disputavam as corridas conseguiam se manter com recursos próprios ou com algum apoio de loja de peças, fabricante de ferramentas e coisas do tipo, ou seja, algo irrisório se compararmos com os dias atuais.

No início da década de 1970, a equipe Lotus foi a primeira equipe a ter um patrocinador em seus carros, alterando a cor verde original pela vermelha do patrocinador. E teve início então, através dos cigarros Gold Leaf, a era dos carros com patrocinadores na carenagem.

E foi a indústria tabagista a que mais tempo ficou na Formula 1 até a proibição de logomarcas de cigarro em seus carros. Inúmeros fabricantes estamparam suas logomarcas durante anos, e a última equipe a ter uma logo em seu carro foi a Ferrari.


Ferrari Marlboro

Lotus Gold Leaf

Jordan Benson & Hedges

Ligier Gitanes

Lotus Camel

Lotus John Player Special

Mclaren Marlboro

Mclaren West

Williams Rothmans
B.A.R. Lucky Strike

7 de nov. de 2014

CARROS ESTRANHOS

No início do mês de março, tão logo os atuais carros de Formula 1 eram lançados, eu fiz uma série de postagens sobre os carros mais feios da história da categoria. Lembra? Caso tenha esquecido, clique aquiaqui e aqui para revê-los.

Olhando essas postagens eu reparei que os carros que citei eram todos das décadas de 60 a 80. Só que uns anos atrás os projetistas andaram fazendo uma coisas que só "Jesus na causa".

Lembra dessa Williams de 2004? Pilotada por Montoya e Ralf Schumacher naquele ano, exibia um bico fora do comum, que terminava antes da asa dianteira, formando um conjunto muito feio.


Em 1997 a equipe Tyrrel, outra vencedora, inovou com o lançamento desse modelo. Um bico estranho e elevado demais e pequenas asas na lateral do cockpit.


A combinação das cores preto e laranja faziam do carro da Arrows um dos mais bonitos do grid. Só que na corrida de Mônaco em 2001 quiseram inventar e conseguiram fazer essa coisa pavorosa na frente do carro.


Num período fértil da cabeça dos engenheiros, qualquer asinha e aparato aerodinâmico era utilizado na tentativa de obter maiores resultados. Nesse carro da BMW, pilotado por Jacques Villeneuve, colocaram no cofre do motor pequenas asas, parecida com as utilizadas nos aviões. E no bico duas aletas, como aqueles prédios atingidos pelos terroristas, as Torre Gêmeas.


Além de ser um carro péssimo, o Honda de 2008 era feio demais. Com uma pintura representando a Terra, esse carro também usava asas no cofre do motor, logo após a cabeça do piloto. E no bico asas parecendo chifres. A McLaren também utilizou recurso parecido.



3 de nov. de 2014

NELSON PIQUET JR

Algumas equipes da NASCAR dependem quase que exclusivamente de patrocinadores pontuais para disputar um campeonato inteiro. Por isso assistimos corridas com os pilotos variando o layout dos carros conforme o desejo dos patrocinadores. E, consequentemente, os capacetes também são modificados respeitando as cores e as logomarcas.

Piquet Jr. dono dos desenhos abaixo, sempre usou um layout idêntico ao de seu pai. Quando ingressou na Formula 1, as cores foram alteradas para se adequar ao patrocinador. E foi assim até se mudar para a categoria americana.

Variando as cores conforme citei acima, algumas pinturas ficaram bem bonitas. Homenageando seu pai em uma das corridas, Nelsinho pintou seu capacete com um layout que Nelson usou no início da carreira, quando utilizava o nome Piket pra esconder dos pais as aventuras nas pistas, ante o desejo deles de ver o filho se tornar tenista profissional.

Atualmente Piquet Jr. disputa o Mundial de GT pela equipe BMW brasileira

Layout da F-1

Um belo modelo usado na Nascar

Mais um da Nascar

Homenageando o pai


29 de out. de 2014

FLECHAS DE PRATA

Como dito aqui neste post, no início das corridas automotivas os carros eram pintados de acordo com as cores dos países de origem. A Alemanha pintava seus carros na cor branca.

O que gerou uma dúvida na minha cabeça. Por que os carros da Mercedes são prateados desde os anos 30, quando as competições ainda não recebiam a alcunha de Formula 1?

Fui fazer uma pesquisa e descobri que numa determinada corrida os mecânicos alemães perceberam que seus carros, recém lançados eram mais pesados que os da concorrência. E isso refletia na perda de velocidade e desempenho devido ao maior peso.

Fizeram um "pente fino" pra retirar tudo o que fosse possível para deixar o carro mais leve. E mesmo assim dois quilos e meio teimavam em permanecer ali.

Foi quando o chefe de equipe Alfred Neubauer teve a brilhante ideia de retirar a tinta que cobria a carenagem dos carros. Como naquela época se usava na confecção da carenagem uma liga de aço e alumínio, a cor prata sobressaiu após a retirada da tinta branca. Com isso os carros ficaram até três quilos mais leves que os outros e desde então o prata passou a ser a cor oficial da equipe Mercedes.



20 de out. de 2014

TEMPO DOS ENERGÉTICOS

O sucesso esportivo e, por que não, mercadológico, que a equipe Red Bull vem conseguindo ao longo desses últimos anos aguçou o faro dos outros fabricantes e abriu espaço para uma verdadeira batalha dos energéticos na Formula 1.

Iniciada em 2005 com a compra da equipe Jaguar e logo depois da Minardi, batizando essa equipe originalmente italiana com o nome de Toro Rosso( Red bull em italiano), o fabricante austríaco abriu caminho para que outras companhias se interessassem pelo esporte. 

Essas empresas não formaram equipes e sim entraram como patrocinadores, mas já é um caminho para futuras negociações, visto que são marcas pertencentes a grandes corporações, e com grande possibilidades de investimentos.

Red Bull

EQ8 na Caterham

Burn na Lotus

TNT na Ferrari

Monster na Mercedes