30 de set. de 2014

SEM FRESCURAS

Numa Formula 1 cada vez mais amarrada, com pilotos e equipes praticamente presos nas rédeas da FIA, não custa nada lembrar de uma época mais livre, mais romântica, onde não haviam as "frescuras" de hoje em dia.

Já imaginou uma cena dessas no paddock atual da categoria?

Jochen Rindt descansando em cima de sua Lotus



29 de set. de 2014

PILOTOS BRASILEIROS

Quando a gente procura lembrar quais foram os pilotos brasileiros que estiveram na Formula 1 é inegável que se pense apenas nos que se destacaram. Campeões tivemos três pilotos. Com vitórias, apenas seis. 

Mas tivemos 30 pilotos que foram titulares em alguma temporada. Além dos que venceram. 18 marcaram pontos, 09 estiveram no pódium e 06 disputaram uma corrida saindo da primeira posição.

Chico Landi foi o precursor dos brasileiros na Formula 1 e no automobilismo em geral. Disputou muitas corridas antes do que conhecemos a categoria hoje, tendo vencido o GP de Bari em 1948, que nessa época era a maior prova automobilística. Venceu novamente em 1952, quando a Formula 1 dava os primeiros passos e portanto essa corrida não pertencia ao campeonato. Landi disputou seis corridas na então recente categoria criada, pelas equipes Bandeirantes, Milano e Maserati. 


Emerson foi o primeiro a vencer uma corrida, no GP dos Estados Unidos de 1970. Foi o primeiro brasileiro Campeão Mundial de F1. Anos depois montou uma equipe com o irmão Wilson. Mas não chegaram a disputar corridas como companheiros de equipe

Felipe Massa não ganha uma corrida desde aquele GP do Brasil de 2008, onde esteve campeão por alguns segundos. Barrichello foi o último piloto brasileiro a vencer na Formula 1, no distante ano de 2009

O fato é que nós, brasileiros, temos uma ingrata mania de lembrar apenas dos esportistas que se destacam. E isso faz com que não reverenciamos os que batalham pra buscar um lugar ao sol seja em qualquer tipo de competição.




Nelson Piquet dividiu os boxes da Benetton com seu amigo de infância Roberto Pupo Moreno. Até hoje são os únicos brasileiros que estiveram juntos numa mesma equipe.

Mas isso vai mudar em 2015, com o acerto do brasileiro Felipe Nars com a Sauber. Nars hoje é piloto de testes da Williams, tem patrocinadores fortes que estão investindo no piloto e por isso surgiu a possibilidade de se tornar titular em 2015.


Como vemos a história dos pilotos brasileiros na Formula 1 é muito rica e vitoriosa. Infelizmente só temos um brasileiro correndo atualmente e na porta de entrada apenas mais um também. Com a dificuldade de se obter apoio para fazer carreira e se destacar na Europa, a maioria dos pilotos recém saídos do Kart estão optando por direcionar as carreiras para o Turismo, onde no Brasil ainda se tem várias categorias.

17 de set. de 2014

17 DE SETEMBRO

O piloto norte-americano Jimmie Johnson completa 39 anos nesta data. Multicampeão da Nascar, Johnson é considerado um dos maiores pilotos da categoria de todos os tempos.

Com uma carreira vitoriosa de seis títulos e mais de 60 vitórias, o piloto do carro #48 fica atrás apenas de Dale Earnhardt e Richard Petty, esses com 7 títulos cada.



12 de set. de 2014

CAPACETES SIMPSON BANDIT

Os capacetes fabricados pela Simpson Bandit já foram moda na Formula 1. Imortalizado pelo saudoso Elio de Angelis, vários pilotos mais notórios, entre o fim dos anos 70 e início da década de 80 também utilizaram esse modelo, que pra mim, são os mais bonitos já produzidos em todos os tempos.

Inicialmente, a Simpson Performance Products começou fabricando para-quedas para dragster no início dos anos 60. A empresa de Bill Simpson foi uma das pioneiras em segurança automobilística e até hoje fabrica capacetes, luvas, macacões e Hans Device´s.

Elio de Angelis

Emerson Fittipaldi

Mario Andretti

Jochen Mass

James Hunt

2 de set. de 2014

LUCA BADOER

O piloto italiano trabalhou para a Ferrari como piloto de testes durante 12 anos, tendo percorrido neste período mais de 130 mil kms só na pista de Fiorano. Em 1999 tinha disputado oficialmente sua última corrida, pela equipe Minardi.

Após o acidente sofrido por Massa em 2009 ele foi o escolhido para substituir o brasileiro em duas corridas, mas não foi bem. Terminou as etapas em último lugar.

Mas é sobre outra triste situação que gostaria de lembrar. Em seu último ano como piloto titular pela Minardi, Badoer disputava o GP de Nurburgring e estava milagrosamente em quarto lugar. Mas o cambio de seu problemático e pavoroso carro ruiu e Badoer teve que abandonar a corrida. 

O italiano jogou longe o volante de seu carro e quando retornou para encaixar no lugar ele se abaixou próximo ao cockpit e chorou copiosamente. É raro piloto chorar. E essa cena, mostrada ao vivo na época emocionou bastante.

Badoer sendo consolado pelo fiscal de pista

Retorno aos boxes



26 de ago. de 2014

NICO HULKENBERG

Tido com um dos maiores talentos da nova geração, mas ainda sem oportunidade de pilotar por uma grande equipe, o piloto alemão de 26 anos usa um belíssimo layout em seu capacete. O primeiro casco é um modelo utilizado em seu primeiro ano de Formula 1. 

Com as linhas atualizadas e modificadas, esse modelo em preto e laranja é espetacular e foi utilizado em 2012. Neste ano, correndo pela Sauber, ele alterou a cor laranja pela vermelha, em virtude do patrocinador.

Dono de uma pole position em Interlagos, quando ainda corria pela Williams, Hulk pilota um dos carros da equipe Force India em 2014. 

Realmente é uma pena que um piloto com sua capacidade técnica e habilidade ainda não tenha conseguido mostrar tudo isso numa equipe de ponta. Mas como ainda é novo, é provável que em 2015/16 ele esteja numa equipe que o permita disputar vitórias e títulos.







21 de ago. de 2014

RED BULL BRANCA

Eu pouco me lembrava desse layout até porque ele só foi usado uma vez. No GP Brasil de 2008 a Red Bull resolveu pintar seus carros de branco para divulgar a campanha Wings for Life. Esse projeto de caridade patrocinado pela Red Bull visava financiar pesquisas sobre a cura da paraplegia.

Essa corrida ficou marcada como a última do piloto David Coulthard na Formula 1. Dono de uma carreira estável, essa última prova durou poucos metros, já que um acidente na primeira volta encerrou a corrida do piloto escocês.


15 de ago. de 2014

NIALL BREEN

Niall Breen é um piloto irlandês que durante muitos anos disputou corridas de formula e depois passou para os carros turismo. E se Rubens Barrichello pode considerar alguém como fã nº1 é esse cara aí embaixo.

Desde muito jovem ele usava no kart um capacete com desenho fielmente igual ao do brasileiro, inclusive copiando as logos dos patrocinadores. Alguns anos depois, já profissional, Breen modificou as cores, com tons parecidos com a bandeira de seu país, e modificou o desenho e a cor do topo. E até hoje utiliza esse layout.

Eu acho interessante essas coisas: um piloto irlandês copiar o desenho do capacete de um piloto brasileiro, numa clara homenagem, e enquanto isso temos aqui no Brasil tantas piadinhas a respeito de Barrichello, que não foi um excepcional piloto, mas um dos melhores de sua geração.

Repare à esquerda, as logos da Kibon, Pizza Hut e Marlboro

Detalhe atual do topo, que mais parece o cabelo do Cebolinha

13 de ago. de 2014

THIERRY BOUTSEN

O ex-piloto belga sempre é lembrado quando se faz uma lista dos mais bonitos capacetes da Formula 1. E não sem razão, já que o layout de seu casco é muito bonito. Desde que começou a carreira, um pouco tarde até, aos 20 anos, Boutsen preferiu homenagear seu país e utilizou um fundo preto com pequenas faixas laterais nas cores vermelha e amarela, formando um "X". 

Em 1999 ele definitivamente abandonou as pistas e passou a se dedicar à sua empresa de aluguel de jatos executivos e tornou-se depois co-proprietário da Boutsen Ginion Racing, que disputa as categorias Le Mans Series e Formula Renault.

Fundo preto em contraste com cores fortes

Layout simples mas muito bonito

17 de jul. de 2014

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AÍ?




O ano era 1992, já depois do fim da temporada. A Williams tinha dominado o campeonato inteiro, levando Nigel Mansell ao título com seu poderoso FW14/B, dotado de inúmeras tecnologias ainda desconhecidas, ou não dominadas, pelas outras equipes. 

E Senna, às turras com Ron Dennis por questões salariais, ainda não tinha contrato renovado para o ano seguinte. Contrariado que estava, porque queria correr pela Williams mas Prost já havia acertado seu retorno a F-1 pela equipe, o brasileiro resolveu aceitar um convite para testar um carro da F-Indy. 

Numa fria manhã de dezembro, lá estavam Senna e Emerson Fittipaldi com a equipe Penske, patrocinada pela mesma Marlboro que bancava as contas na Mclaren. 

Não se sabe ao certo se o brasileiro queria dar uma pressionada em sua equipe, ou se queria mesmo sentir o gostinho de pilotar um carro totalmente diferente, mas numa pequena pista nos arredores de Phoenix, Senna totalizou quase 30 voltas com o Penske, ficando num combinado de tempos quase um segundo mais lento que Fittipaldi.

O que aconteceu depois nós sabemos, Senna amargou mais um ano na Mclaren até se mudar para a Williams em 1994, até o dia 1º de maio.

Senna e Fittipaldi