23 de abr. de 2015

EVOLUÇÃO DOS CAPACETES

O automobilismo como vemos hoje em dia é muito diferente e muito mais evoluído do que o início, ainda no século XIX. E junto de toda essa evolução, o capacete, item fundamental e indispensável atualmente foi um dos elementos que mais teve alterações nesse período.

Visto no início apenas como um item cuja serventia era manter os cabelos parados no lugar e não atrapalhar a visão do piloto, uma pequena touca de lona e óculos viseira era o que tinha mais próximo de um "capacete" nos primórdios da Formula 1.

Nino Farina e sua touca com óculos viseira

Os primeiros capacetes de verdade datam do final da década de 1950. Mas no começo ninguém ligava muito para as cores e usavam a cor predominantemente branca. Um dos primeiros pilotos a utilizar outas cores em seu casco foi o britânico Graham Hill, com o já famoso fundo azul e pequenos desenhos no topo.

Graham Hill

No final dos anos 60 Emerson Fittipaldi apareceu com um capacete fechado, com viseira embutida, dispensando os desconfortáveis óculos viseira. Mas na década de 1970 os capacetes se tornaram itens obrigatórios em qualquer corrida de automóveis e foi nessa época que cada piloto começou a escolher uma pintura diferente e modelos diferentes para cada capacete. Como esse modelo de Jacky Ickx, com uma divisória ao meio dos olhos.

Jacky Ickx

Os anos foram passando e os capacetes foram ficando cada vez mais leves e resistentes. Começaram a serem feitos de fibra de carbono, proporcionando mais segurança e conforto aos pilotos. E foi então que na década de 80 e 90 os capacetes definitivamente começaram a se transformar numa identidade para os pilotos, como o amarelo de Ayrton Senna, a flecha de Nigel Mansell e os capacetes vermelho de Lauda e Piquet.

E foi então que a FIA começou a impor testes e mais testes de segurança, visando cada vez mais a segurança dos pilotos. Proteção contra impactos, anti-chamas, viseiras especiais e, definitivamente, toda essa preocupação com um item tão importante foi um dos motivos para que o acidente de Felipe Massa em 2009 não tenha sido fatal.

Felipe Massa em 2009

E por isso, sabemos hoje, que um item tão importante como o capacete é primordial para a segurança, seja para um piloto, ou para um simples passeio de fim de semana numa moto.

18 de mar. de 2015

EVOLUÇÃO DOS PNEUS

O pneus sempre tiveram uma grande importância nas corridas em todo o mundo. E hoje em dia, principalmente na Formula 1, eles são parte definitiva nas estratégias de corrida, visto que são produzidos pneus com muitas variações de performance, caracterizando pela borracha que se desgasta mais ou menos, de acordo com a pista, construção do carro e a tocada do piloto.

No início da década de 1950, eles eram altos e finos. E os tamanhos entre os traseiros e dianteiros não variavam. Pareciam com os pneus utilizados nos carros de rua.

Continental, Dunlop, Avon, Englebert e Pirelli eram os fornecedores
Mudando de década, os motores foram aumentando de potência e isso acabou influenciando nas rodas e pneus, fazendo com que os pneus se alargassem um pouco e deixando os traseiros ligeiramente maiores que os dianteiros.

Goodyear, Dunlop e Firestone 
Foi na década de 1970 que a Goodyear introduziu os pneus sem sulcos, os chamados "slicks". Esse pneus faziam os carros terem mais aderência, já que o contato com o solo era maior. E, visivelmente, os traseiros eram maiores que os dianteiros.

Goodyear, Firestone, Dunlop, Bridgestone e Michelin
Desde os anos 50 existiam muitos fabricantes de pneus que forneciam seus modelos para as equipes. Nessa época não havia definição de fornecedor como nos dias de hoje e cada equipe usava em seus carros os pneus que quisessem.

Essa disputa, com o tempo, passou a se tornar mais acirrada e na década de 1980 alguns fabricantes faziam pneus que duravam poucas voltas, que eram utilizados apenas para classificação.

Michelin, Goodyear, Pirelli e Avon 
Na década de 1990 os pneus diminuíram um pouco, se tornando praticamente iguais em largura e altura com os que vemos hoje.  Já no fim da década houve uma mudança nas regras e os pneus ganharam sulcos em sua banda de rodagem.

Goodyear, Pirelli e Bridgestone
Foi em meados da década de 2000 que a FIA estipulou que apenas um tipo de pneu fosse utilizado durante as provas. Mas em 2007 houve uma pequena alteração, que existe até hoje, de que nas corridas devem ser usados dois compostos de pneus, salvo nas corridas com chuva. Em 2009, foram abandonados os pneus sulcados, retornando os "slicks".

Michelin e Bridgestone
Entramos nessa década atual com uma fornecedora de pneu, a Pirelli, e uma regra que permite as equipes levaram 18 sets de pneus para cada fim de semana de corrida. 06 dos mais duros, 05 macios, 04 intermediários e 03 de chuva. 

Em 2013 houve muita reclamação por parte das equipes sobre a construção dos pneus, que se deterioravam rapidamente causando grandes problemas. No meio do ano foram feitas algumas modificações e o ano terminou bem. 

Pirelli
Atualmente, os pneus selecionados pela fornecedora são os da foto abaixo. Reparem que há quatro tipos de pneus para uso em pista seca, os"slicks". Foi definido que as equipes terão esses modelos à disposição, totalizando 25 sets pra cada fim de semana. Sendo 18 obrigatórios e os demais sets as equipes escolhem os que mais se adaptam a seus carros.

Da esquerda para direita: Intermediário, chuva, supermacio, macio, médio e duro

9 de mar. de 2015

FERRARI AZUL

Nos primórdios das corridas de automóveis e também da Formula 1, as equipes não dependiam efetivamente de investidores e patrocinadores. Todos sabemos que hoje é diferente, a grande maioria precisa dessa verba para seguir adiante numa competição. E, com isso, as cores dos carros mudam conforme o gosto dos patrocinadores. Por exemplo, McLaren vermelha e branca Marlboro, depois cinza e prata da West. 

Mas antes, a maneira de se identificar um carro de corrida na pista vinha de uma regra que exigia que os carros fossem pintados com as cores do país de origem. Os carros ingleses eram verde escuro, os franceses, azul claro, os carros alemães, brancos e assim por diante.

Os carros italianos eram pintados na cor vermelha. E a Ferrari, por tradição e desejo de Enzo Ferrari optou por manter essa cor em todos os carros das equipes de competições. Que perdura desde a era pré-patrocinadores, até os dias de hoje.  Por incrível que possa parecer, a cor oficial da equipe italiana é amarela.

Mas eu escrevi tudo isso acima pra chegar até aqui. Por duas vezes, no fim de 1964, a Ferrari optou pelas cores branca e azul na carenagem de seus carros.


Era o fim do campeonato e a Formula 1 chegava à América para as corridas do México e dos E.U.A. Chateado com as autoridades esportivas italianas, Enzo decidiu que seus carros correriam na América do Norte inscritos pela equipe NART , que pertencia à importadora oficial da Ferrari nos E.U.A. Com isso a Itália não receberia os louros da vitória, já que os carros não estavam pintados de vermelho.

A cor branca e azul era a cor oficial do país americano na época

Mais uma do Milton Jocelyn

28 de fev. de 2015

LEWIS HAMILTON - 2015

Lewis Hamilton começou sua carreira na Formula 1 utilizando no capacete esse desenho abaixo. Com o passar dos tempos ele foi alterando suas características e cores conforme uma ou outra homenagem ou ação de patrocinadores.


Quando se mudou para a Mercedes, o britânico manteve as cores originais mas atualizou as linhas, ganhando traços mais modernos. Nesse período ele alterou muito o layout, quase que mudando a cada corrida. E, em alguns casos, fazendo homenagens como esse casco vermelho em homenagem a Michael Jackson.




No ano passado ele adotou essa pintura com fundo branco com detalhes em amarelo e vermelho, formando um conjunto harmonioso e muito bonito. 
Para 2015 esse layout sofreu uma leve alteração. Entre a faixa vermelha que desce pela lateral do capacete, foi incluído um detalhe formando duas estrelas, simbolizando os dois títulos conquistados, 2008 e 2014.




23 de fev. de 2015

OLHARES

Michael Schumacher e Nelson Piquet dividiram os boxes da equipe Benetton, em 1991, por cinco corridas. Oriundo da Jordan, o jovem alemão foi colocado no lugar do brasileiro Roberto Moreno a partir do GP da Itália daquele ano.

Nelson Piquet, um veterano três vezes campeão do mundo, disputando sua última temporada na categoria e tendo ao lado um jovem mal saído das fraldas, jamais poderia pensar que esse alemão imberbe iria se tornar o maior campeão de todos os tempo. Ou pensou?

Um piloto com a capacidade e experiência do brasileiro saberia olhar para alguém tão jovem e saber que ele teria sucesso? 

Schumacher x Piquet

Piquet x Schumacher

O que estaria pensando Nelson Piquet nesse momento?

22 de fev. de 2015

22 DE FEVEREIRO

O mundo das corridas está em festa hoje, já que dois importantes nomes do automobilismo mundial completam aniversário nesta data. Niki Lauda e Silvestre Zanon.

Tudo bem, apenas um tem importância:

Niki Lauda disputou 177 corridas na Formula 1. Venceu 25, marcou 24 poles e 24 voltas mais rápidas. Conquistou três títulos, sobreviveu a um terrível acidente em 1976 que o deixou desfigurado e é considerado um dos maiores pilotos de sua época.


Já Silvestre Zanon, este que vos escreve, bom, melhor deixar pra lá. Mas tudo bem, segue aí: disputou 19 corridas no Campeonato Paulista de Marcas e Pilotos, conquistando uma vitória no dia 29 de maio de 2011, na corrida de repescagem válida pela quinta etapa do certame.

E só.

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10 de fev. de 2015

OU VOCÊ TEM, OU VOCÊ NÃO TEM - PARTE 2

Dando sequência à postagem sobre os pilotos endinheirados, por que não falar dos três campeões mundiais que o Brasil teve na Formula 1? 

Antes de começar, quero deixar bem claro aqui que não estou dizendo que eles foram campeões por que tinham dinheiro ou bons patrocinadores. Isso, ainda mais hoje em dia, é e sempre foi importante, mas sem o talento natural para pilotar carros de corridas, nenhum dos três teriam sido campeões.

Eu comentei lá que anos atrás nem era tão comum assim os pilotos terem nascido em "berços de ouro". E Emerson é um desses casos, sua família nem era rica. 
Mas, graças aos contatos feitos pelo pai e o espírito esportivo que corria na família, seguiu adiante.
Seu pai, o "barão" Wilson, era locutor de corridas nas rádios e também promotor de corridas. Inclusive foi ele, Wilson, o idealizador das primeiras Mil Milhas Brasileiras. Nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira, sua mãe June era formada em Jornalismo e também já disputou algumas corridas. 






O pai de Nelson Piquet era um médico respeitável também político, o  pernambucano Estácio Souto Maior. Dono de uma longa carreira na política, foi diversas vezes deputado federal na década de 1960 e Ministro da Saúde. Sua mãe tinha uma profissão mais singela, era construtora de móveis e casinhas de brinquedo. Típico "filho de papai", Nelson morou muitos anos nos E.U.A. tinha seu carro próprio e jogava tenis. Passou no Vestibular para Engenharia, mas desistiu pois queria mesmo era se tornar piloto.

Ayrton Senna, último brasileiro campeão na Formula 1, também podia ser considerado "filho de papai". Seu pai Milton, de família simples, começou a ganhar dinheiro com a compra e vendas de veículos na Zona Norte de São Paulo. Com a fortuna acumulada ele abriu um pequena metalúrgica, a Universal, que fornecia peças à indústria automobilística. Rapidamente adquiriu muitas fazendas de gado no Nordeste e Centro-Oeste. Ayrton ganhou o primeiro kart aos quatro anos. Tempos mais tarde chegou a cursar Administração de Empresas, tendo como expectativa dos pais administrar as empresas da família, mas optou pelo automobilismo.

6 de fev. de 2015

GREG MOORE

Greg Moore foi um piloto de Formula Indy que morreu tragicamente num acidente na última etapa do campeonato, em 1999.

Com um talento nato para as corridas, Moore já tinha contrato assinado com a equipe Penske para o ano de 2000, mas infelizmente, numa dos mais impressionantes acidentes já vistos por mim, faleceu poucos meses antes.

Layout com cores douradas

Layout mais utilizado

2 de fev. de 2015

OU VOCÊ TEM OU VOCÊ NÃO TEM

Automobilismo é coisa pra quem tem dinheiro, certo? Quando a gente passa a conviver um pouco nesse mundo de óleo e gasolina a gente percebe que esse fato se torna mais verdadeiro com o passar do tempo.

Devido a profissionalização cada vez maior das categorias de base, um menino que quer seguir adiante o sonho de se tornar piloto só consegue se tiver um bom "paitrocinador", ou a imensa sorte de ter o apoio de uma grande empresa. Mas num passado já remoto, boa parte dos pilotos vinha da classe média alta, tinham alguma grana no bolso, mas não era milionários. 

Um pouco diferente dos dias de hoje. 

Como tem bastante piloto por aí, sejam eles que começaram com mais ou menos dinheiro, vou citar os exemplos de Bruno Senna, Lucas Di Grassi e Mário Moraes, pilotos da nova geração que vieram de famílias bastante endinheiradas. 

Relevando o fato de ser sobrinho de quem é, Bruno é filho de Viviane Senna, psicóloga formada e presidente da Fundação e do Instituto Ayrto Senna. e de Flávio Lalli, empresário já falecido.
Interrompeu a carreira quando o tio faleceu, mas pode voltar a competir tranquilamente por conta da boa estrutura da família.





Lucas é filho de Vito, vice-presidente da empresa de material bélico Engesa. Morou a vida toda no luxuoso condomínio Alphaville e antes de escolher a carreira de piloto cursou faculdade de Economia. Ele também é membro do  MENSA, uma organização que reúne pessoas superdotadas.




Mário Moraes, que já disputou corridas na Formula Indy, é neto de Antônio Ermírio de Moraes, dono da Votorantin e que durante muitos anos foi o homem mais rico do Brasil. Seu pai, Mário Ermírio de Moraes, já falecido, também possuía empresas próprias.






Num próximo post eu vou comentar sobre outros pilotos brasileiros que tem e/ou tiveram histórias semelhantes.