21 de jan. de 2014

CRISTIANO DA MATTA

Esses tempos de angústia que estamos vivendo, acompanhando a lenta recuperação de Michael Schumacher, nos lembra de um piloto brasileiro que passou 48 dias em coma por causa de um acidente em 2006. Um ano após seu retorno à Indy, na pista de Elkhart Lake, da Matta atropelou um cervo e se chocou violentamente contra o muro. Teve sérias lesões no cérebro. Se recuperou muito lentamente e, mesmo fazendo um teste aqui e acolá, em 2008 e 2009, só conseguiu retornar às competições em 2010, na Formula Truck. 

Sem o mesmo brilho de antes, quando foi campeão na Indy em 2002, Cristiano dividiu o truck da Iveco com Beto Monteiro. Não tinha importância alguma, naquele momento, se ia se dar bem ou não, pois a maior batalha de sua vida já havia sido vencida.

O capacete que Cristiano usou em toda sua carreira sempre foi uma cópia do usado por seu pai, um dos maiores pilotos brasileiros de turismo, Toninho da Matta. Mas ao invés do vermelho/vinho ele alterou para azul, que é sua cor favorita. Alguns anos depois apenas as linhas foram alteradas, permanecendo as cores básicas.

Toninho da Matta

Mesmo layout mas com azul de fundo

Mudança definitiva

JUAN PABLO MONTOYA

Foram 13 anos longe da Indy, onde foi campeão em 1999 pela equipe Ganassi. Ganhou as 500 milhas de Indianápolis em 2000 e rumou para a Formula 1 no ano seguinte. Só correu em equipe grande, Williams e McLaren, ganhou 7 corridas em 95 disputadas e foi duas vezes terceiro lugar no campeonato.

Resolveu ficar rico e comer hamburger quando decidiu retornar à equipe Ganassi, mas para correr na NASCAR. O cara disputou mais de 200 corridas, ganhou apenas duas e faturou mais de 20 milhões de dólares em prêmios, fora patrocinadores e salários.

Este ano ele retorna à Indy, pela porta da frente, na equipe Penske. Vai fazer companhia ao brasileiro Helio Castroneves e a Will Power.

O layout de seu capacete parece uma grande seta vinda da parte de trás em direção a viseira e formando um estrela no fim. Sofreu pequenas alterações quando Montoya correu pela McLaren e no GP Brasil de 2003. As cores, da bandeira colombiana, nunca se alteraram, apenas o fundo que alternou entre branco/prata/preto. 

Layout original com fundo branco

Nos tempos da Nascar

Utilizado quando corria na Williams

Nos tempos de McLaren

Belo desenho para o GP Brasil/2003


20 de jan. de 2014

RAPHAEL MATOS

O piloto mineiro, atualmente na Stock Car e um dos brasileiros que disputará a tradicional corrida em Daytona no próximo fim de semana, sempre utilizou um capacete com pouquíssimas alterações. Desenhado por seu pai, esse layout o acompanha desde o início de sua carreira e se caracteriza pelas flechas direcionadas para a frente nas cores vermelha e azul e contornos brancos.

Com o passar dos anos apenas as cores do contorno e do fundo foram modificadas e modernizadas, alterando muito pouco o belo layout 

Layout original 

Linhas de contorno cinza e faixas mais estreitas

Alterações na parte de trás do casco

19 de jan. de 2014

MARÍA DE VILLOTA

A piloto espanhola, falecida em 11 de outubro passado em decorrência das inúmeras sequelas que ficaram após o gravíssimo acidente sofrido em julho de 2012, era filha do ex-piloto Emílio de Villota e utilizava um layout em seu capacete como homenagem a seu pai, que utilizava o mesmo desenho.

Ela não chegou a disputar corridas na Formula 1 como seu pai, com 15 largadas, mas era sempre chamada para testes de aerodinâmica e frequentava o paddock nos fins de semana de corrida.

O pai Emilio num carro da Williams

Capacete de María em homenagem ao pai

19 DE DEZEMBRO

Hoje é dia de dois pilotos soprarem velinha de aniversário. Um brasileiro e um inglês.

Filho de Paulo de Tarso, um ícone do automobilismo nacional, o brasileiro Tarso Marques completa 38 anos nesta data. Tido como uma das maiores promessas do Brasil, estreou na Formula 1 com apenas 20 anos, pela equipe Minardi. Disputou 24 corridas e depois rumou para os Estados Unidos.

Participou também da Stock Car, ganhou duas corridas e hoje se dedica à sua empresa de customização de carros antigos, motos, barcos e aviões.

Tarso com seu belo capacete

O outro aniversariante é o britânico Jenson Alexander Lyons Button, dono de 15 vitórias e 08 poles na Formula 1 e campeão mundial em 2009 pela equipe BrawnGP.

Lamentavelmente perdeu o pai recentemente vítima de infarto.

Button em 2009

18 de jan. de 2014

FORÇA, MICHAEL - PARTE 2

Os dias vão passando e a situação do piloto alemão se configura como crítica, mas estável. Pelas circunstâncias do acidente e pela demora em sair do coma, já surgem inúmeros relatos de médicos que já conviveram com situações parecidas de que Schumacher pode seguir em coma definitivo ou que as sequelas serão enormes. 

O importante é confiar em Deus e continuar na esperança dele poder sair disso tudo e se recuperar definitivamente. Força, Michael!!!!


LANÇAMENTOS 2014



A temporada 2014 da Formula 1 já está prestes a começar e aos poucos as equipes vão divulgando as datas de lançamento de seus carros.

Longe das enormes festas com pompas de banquete que existiam em épocas daquelas vacas gordas que povoavam os vales da categoria, a maioria das equipes marcaram as apresentações para os dias que antecedem os primeiros testes desse ano, no finzinho de janeiro. Segue algumas datas:

McLaren: 24/01
Ferrari: 25/01
Sauber: 26/01
Toro Rosso: 27/01
Mercedes: 28/01
Red Bull: 28/01
Caterham: 28/01

Ainda falta a confirmação das datas de quatro equipes: Williams, Lotus, Marussia e Force India.

16 de jan. de 2014

OS BRASILEIROS EM DAYTONA 2014

No último fim de semana de janeiro serão disputadas as 24 horas de Daytona. Essa prova marca o início das competições do automobilismo mundial e historicamente muitos brasileiros participam dela. Este ano não será diferente, com o acréscimo de alguns pilotos que pela primeira vez vão percorrer as curvas e retas do tradicional circuito norte-americano.

São 12 o número de pilotos brasileiros dentre os mais de 150 inscritos. Na categoria principal, PROTOTYPE CHALLENGE, estão Oswaldo Negri, Tony Kanaan e Christian Fittipaldi. Na PC, Bruno Junqueira, Julio Campos, Raphael Matos e Gabriel Casagrande. Na categoria GTD, Daniel Serra, Chico Longo, Xandinho Negrão e Marcos Gomes forma uma equipe 100% brasileira. Por último, também na GTD e estreando em Daytona, Augusto Farfus, que disputa a etapa com uma BMW.

Protótipo Ford #60 que Oswaldo Negri vai utilizar em Daytona

15 de jan. de 2014

FERNANDO ALONSO

Nascido em Oviedo, uma cidade da província do principado das Astúrias, na Espanha, Fernando Alonso sempre utilizou em seu capacete as cores vermelho/amarelo, da bandeira espanhola em conjunto com o azul, cor predominante no brasão de Astúrias.

Com o topo azul e faixas vermelhas e amarelas nas  laterais, ao longo do tempo o layout foi sofrendo alterações nas linhas e variando alguns detalhes, como o acréscimo da cruz das Astúrias e alguma menção aos títulos de 2005 e 2006.

Salvo algum evento de patrocinador e os GPs de Mônaco, que pontualmente muitos pilotos optam por um desenho especial, a grande alteração ocorreu quando ele assinou com a McLaren em 2007, optando por mudar as cores, predominando o preto e cinza, mas sempre utilizando as mesmas linhas de desenho.

Layout original


Nos tempor de Renault Mild Seven

Renault ING

Mais vermelho no casco

Layout de 2007 na McLaren

Monaco

Nos últimos tempos, na Ferrari



14 de jan. de 2014

PATROCINADORES BRASILEIROS

Quando procuramos lembrar de alguma grande empresa brasileira que patrocinou algum piloto ou equipe na Formula 1, o Banco Nacional é o primeiro nome que vem à cabeça, pelo fato de ter se vinculado  por anos e anos ao piloto brasileiro Ayrton Senna.

Mas, num passado não muito distante, outras empresas apoiavam os pilotos brasileiros em categorias menores da Europa e estendiam o apoio quando chegavam a Formula 1. Segue aí alguns exemplos.

Banco Nacional

Banerj e Pool - F-3 inglesa

Arisco com o ainda cabeludo Rubens

Brahma com José Carlos Pace

Skol na Copersucar de Fittipaldi
Patrocínio pontual da Itaipava no GP Brasil de 2009

Perdigão com Mauricio Gugelmim