10 de jan. de 2014

OS F-1 DE EMERSON FITTIPALDI

A primeira ilustração abaixo representa os carros que o brasileiro Emerson Fittipaldi disputou em suas temporadas na Formula 1. Na segunda, também muito interessante, estão expostos os carros da equipe Fittipaldi, de propriedade dele e do irmão Wilson, que também foi piloto. Ela foi a porta de entrada de alguns brasileiros na Formula 1, como Ingo Hoffmann e Chico Serra.

Elas foram criadas pelo mestre das ilustrações automotivas, Ararê Novaes. Que mantém  um blog muito interessante, onde expõe seu belo trabalho. Nem preciso dizer que já o encomendei essas e outras que vou mostrar em breve aqui no blog.

Entrem no blog do Ararê e se divirtam: www.ararenovaes.blogspot.com.br


Carros pilotados por Emerson

Os belíssimos carros da equipe Copersucar-Fittipaldi

MAIS NÚMEROS

Para definir os números dos carros para essa temporada, a FIA pediu para os pilotos escolherem três sequências, por ordem de preferência. Se alguém escolher um numeral igual a de outro, a definição se dará pelo piloto que melhor colocado terminou o campeonato de 2013.

Essa coisa de escolher número é um assunto complicada, por mais que possa parecer o contrário. Alguns supersticiosos procuram a numerologia, outros, referência de familiares. Tem os que escolhem um número que "encaixe" numa ação comercial. Ou simplesmente porque gosta ou é seu número "da sorte". Enfim, existem infindáveis opções para um piloto definir um número que ele vai seguir a carreira.

Falando um pouco de mim, que passei por essa situação quando disputava o Paulista de Marcas, nas primeiras corridas eu utilizei o número 26, já que o carro era alugado e esse número já estava registrado. No ano seguinte eu pude ter a opção de escolher. E agora? Como escolher? Buscando relembrar algumas coisas escolhi quatro números: 99, 52, 79, 24.

99 era para homenagear o piloto canadense Greg Moore, morto num acidente na Indy. 52 era pra juntar as minhas iniciais, SZ, com o número 52, que são parecidos. 79 é o ano de meu nascimento e o 24 eu sempre utilizei nas corridas de Nascar no videogame, número esse que o multi campeão Jeff Gordon leva em seu carro. 

Os dois primeiros já haviam sido registrados e então passei a usar a terceira opção, 79, até a última corrida que disputei.
#79

NOVA GERAÇÃO

O tempo passa, o tempo voa, já dizia uma propaganda famosa de uns anos atrás. Não faz muito tempo que estávamos acompanhando os duelos entre Michael Schumacher e Mika Hakkinen, entre o fim dos anos 90 e início dos anos 2000.

E os filhos deles já estão por aí, com seus 13, 14 anos, seguindo os passos dos pais e disputando corridas de Kart, formando uma geração que tem como meta chegar a Formula 1. Se serão campeões como os pais só o tempo dirá, mas começando desde cedo é que se desenvolve um talento.


Schumacher e Hakkinen dividindo podio

Hugo Hakkinen

Mick Betsch

Mick usa o sobrenome da mãe para não chamar tanta atenção

9 de jan. de 2014

NÚMEROS

Essa decisão da FIA em deixar os pilotos escolherem os números para exporem em seus carros a partir desta temporada, me fez buscar as histórias envolvendo alguns números que se tornaram ícones.

Essa questão do piloto escolher seu número na Formula 1 existiu até 1973, quando a federação estipulou que os carros tivessem numeração fixa a partir do último resultado dos construtores. Foi então que , com o passar dos anos começamos a ter números icônicos, como o 27 imortalizado na Ferrari, o 5 na Williams, 3/4 na Tyrrel e 25/26 na Ligier. 

Mansell na "Red Five"

Gilles na Ferrari 27
Esse sistema de números "permanentes", se tornou inalterado até 1996, quando foi feita uma pequena alteração nessa regra. Tirando o dois primeiros números, que acompanhavam o piloto campeão e seu companheiro de equipe, a sequência de números se baseou também nos construtores, mas no ano seguinte poderia ser modificado se as posições das equipes se alterassem no campeonato de construtores. 

Essa situação permaneceu até 2013. O piloto campeão com o número 1 e o outro carro usando o 2. Na sequência a ordem das equipes no campeonato dos construtores definindo os números partir do 3.

Uma relação bem diferente, por exemplo, da MotoGP, onde os pilotos escolhem seus números e seguem com ele, se assim desejarem, até o fim. Um exemplo claro é Valentino Rossi, imortalizado pelo 46, que mesmo no direito de utilizar o 1 nas inúmeras vezes que foi campeão, nunca o fez.

Valentino e o inseparável 46
Nas categorias norte americana NASCAR e F-INDY é um pouco diferente, os números pertencem aos carros. Se um piloto se mudar para outra equipe ele passa a correr com o número daquele carro. Logicamente que temos números imortalizados por pilotos que durante muito tempo correram numa mesma equipe, e por consequência, sempre utilizaram um mesmo número.
Jimmie Jonhson #48

Dale Earnhardt #3

8 de jan. de 2014

MARCO CAMPOS


Os capacetes desta foto pertencem ao piloto Julio Campos, que compete na Stock Car. Esse layout (que simula um balde de tinta jogado na parte de trás do capacete, com as gotas caindo para frente) foi copiado do irmão Marco Campos, piloto de grande futuro que faleceu em 1995.

Marco, que disputava a F-3000, sofreu um terrivel acidente numa disputa pelo nono lugar, na última volta da última etapa do campeonato daquele ano. 

Julio, que usa o mesmo layout em homenagem ao irmão morto, corre com as cores preto e vermelho e o irmão corria com o layout em azul e amarelo.

7 de jan. de 2014

VIDA QUE SEGUE

Não é só no Brasil que existem pilotos que tentaram carreira no exterior e depois voltaram a disputar competições nacionais. 

Seja por falta de patrocinadores, capacidade técnica e até jogada política(marketing), em várias categorias top nacionais, como a Stock Car no Brasil, abrigam pilotos que já almejaram categorias maiores e até disputaram algumas corridas por elas.

É o caso da Superstars Italiana, onde o campeão da temporada de 2013 foi o italiano Gianni Morbidelli, que disputou 70 corridas na Formula 1 nos anos 1990, tendo como melhor colocação um terceiro lugar.

Gianni Morbidelli
Junto dele nesta categoria estão os também italianos Nicola Larini, com 75 GPS disputados na F-1, Vitantonio Liuzzi, com 48 e o austríaco Christian Klien, 46 corridas na categoria máxima.
Nicola Larini

Vitantonio Liuzzi

Christian Klien

GERHARD BERGER

Muito conhecido aqui no Brasil principalmente por ter sido um dos melhores amigos de Ayrton Senna, o piloto austríaco utilizou durante muito tempo um capacete com a pintura de fundo azul escuro, quase preto, e nas laterias uma representação da bandeira de seu país.

Layout mais utilizado
Antes disso, quando correu pela Benetton de carros e pneus coloridos, a pedido do patrocinador o layout foi modificado, imitando as cores da logomarca principal do carro.

Layout preferido do patrocinador

E esse capacete utilizado por Berger no início de sua carreira na Formula 1? Em sua estréia na Formula 1, pela equipe ATS, o austríaco utilizava um layout todo em azul com pequenas linhas douradas na parte de cima e de baixo.

A cor azul é muito utilizada esportivamente na Áustria e esse layout era belíssimo.

Um dos mais belos capacetes que já vi

6 de jan. de 2014

NÚMERO 13

O número 13, embora exista no dia-a-dia, é considerado por milhares de pessoas como um símbolo do azar. Haja vista a lenda que carrega, até hoje, a sexta-feira 13.

E no mundo do automobilismo não é diferente, visto que o referido número é solenemente ignorado pelos pilotos e até em autódromos. No Rio, o autódromo de Jacarepaguá utilizava a numeração dos boxes da seguinte maneira: BOX 12, BOX 12A, BOX 14. 

Box 12, 12A e 14
A razão de ninguém querer correr com essa numeração vem dos primórdios do automobilismo, onde dois pilotos se acidentaram fatalmente utilizando o numeral 13. Paul Torchy na Espanha em 1925 e o italiano Giulio Masetti um ano após.

Paul Torchy guiava esse carro ao bater numa arvore
Na Formula 1, dois pilotos ignoraram essa lenda e correram com essa numeração: o mexicano Moises Solana em 1963 e a britânica Divina Galica, exatamente 13 anos depois...coincidência ou não?

Último carro a receber o número 13 na Formula 1

GLÓRIAS E TRAGÉDIAS

Mesmo tendo dois campeões mundiais, Jochen Rindt e Niki Lauda, acredito que a Áustria é o país com os pilotos mais azarados da história, se é que posso assim dizer. Porque uma grande e triste sina recai sobre os pilotos deste país que já passaram pela Formula 1: OS ACIDENTES

Segue abaixo um pouco da história de glórias e tragédias desses pilotos:

Gerhard Berger

Iniciou sua carreira na Formula 1 pela ATS em 1984, mas foi na McLaren e Ferrari que mostrou todo seu talento, conseguindo 10 vitórias e por duas vezes foi terceiro colocado no campeonato( 88 e 94).

Berger nos tempos de Benetton de pneus coloridos
No GP de San Marino de 1989, Berger perdeu o controle de sua Ferrari e bateu violentamente contra o muro na curva Tamburello. Seu carro instantaneamente pega fogo mas Berger escapa milagrosamente da morte.
Ferrari pegando fogo
Harald Ertl

Quase sempre andando em posições intermediárias, Ertl foi um piloto mediano. Um fato curioso do austríaco foi ter tentado, e falhado, se classificar para o GP de Monza em 78 usando dois carros de equipes diferentes.

Harald na estréia pela Hesketh em 1975
Em 1982, quando já estava fora da F-1 e se preparava para disputar a Renault 5 Turbo Cup, Ertl morreu num acidente aéreo quando viajava com sua família para a casa de veraneio na Alemanha.

Helmut Marko

Obteve maior sucesso nas corridas de Le Mans. Na Formula 1 disputou apenas 9 corridas e teve um oitavo lugar como melhor posição, sem marcar ponto algum.

Helmut Marko

Nas primeiras voltas do GP da França em 1972, Helmut tem o capacete perfurado por uma pedra, num acidente semelhante ao de Felipe Massa. Só que o austríaco perde a visão do olho esquerdo e sua carreira no automobilismo se encerrava por ali.
Capacete de Marko com viseira perfurada

Helmuth Koinigg

Koinigg teve uma passagem curtíssima pela F-1. Tentou se classificar no GP da Áustria em 72 mas não conseguiu. Em 74 foi convidado para disputar o GP dos E.U.A pela equipe Surtees, mas....

Helmuth na Surtees
...ele escapa numa das curvas do circuito e seu carro vai de encontro aos perigosos guard-rails, muito utilizados na década de 70, e tem a cabeça decepada.

Morte trágica de Koinigg

Jo Gartner

Piloto de grande futuro, Gartner estréia em 84 pela equipe Osella "arrebentando". Inicou as etapas mostrando grande potencial, termina em quinto no GP de Monza mas não tem os pontos computados pois sua equipe só tinha inscrito um carro apenas.

Gartner no belo carro da Osella
No ano seguinte, Gartner disputava as 24 Horas de Le Mans, quando na madrugada seu Porsche tem problemas mecânicos e ele bate violentamente, fazendo o carro ricochetear de um lado para o outro. Gartner morreu no local.

Gartner pouco antes da largada da fatídica corrida
Jochen Rindt

Jochen é considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos. Estréia em 64 com uma Brabham particular mas é a partir de 1969, pela Lotus, que sua carreira deslancha. Consegue uma vitória e termina o campeonato em quarto lugar.

Jochen na belíssima Lotus
Mas quis o destino que sua carreira terminasse de forma trágica no GP de Monza do ano seguinte. Nos treinos para a corrida ele perde o controle de seu carro e bate também num guard-rail. Ele foi levado para o hospital, mas faleceu no caminho. Rindt, que já tinha vencido cinco etapas em 1970, não foi alcançado nos pontos pelo restante dos pilotos e foi declarado campeão póstumo ao fim da temporada.

Acidente fatal

Niki Lauda

Este pode ser considerado, certamente, o maior piloto austríaco de todos os tempos. Dono de três títulos mundiais, provavelmente teria sido campeão mais uma vez, em 76, se não fosse o terrível acidente em Nurburgring.

Lauda na Ferrari
Durante a segunda volta do GP de Nurburgring, na Alemanha, a suspensão de sua Ferrari quebra, fazendo Lauda perder o controle e bater no muro. O carro pega fogo e com o piloto preso às ferragens, a equipe de salvamento tem enorme dificuldade de resgatá-lo das chamas. Se recupera e anos mais tarde conquista mais dois títulos na McLaren.

Acidente quase fatal de Niki Lauda

Karl Wendlinger

Estreou na Formula 1 no fim de 1991, pela Sauber, onde já era piloto da equipe no Mundial de Protótipos. Marcou seus primeiros pontos pela equipe March em 92 para no ano seguinte retornar à Sauber.

March Leyton House
No GP de Mônaco de 1994, Karl sofre um fortíssimo acidente durante os treinos. Ele bate no "S" da saída do túnel, sofre uma forte pancada na cabeça e é levado para o hospital, onde fica em coma por alguns dias. Wendlinger voltaria para a Formula 1 em 95, mas sem o mesmo brilho.

Acidente com a Sauber em Mônaco

Roland Ratzenberger

Outro piloto austríaco com curtíssima carreira na Formula 1. Estreou em 1994 pela fraquíssima equipe Simtek, mas só conseguiu se classificar num GP, o do Pacífico.

Raztenberger em sua Simtek
O fim de semana do GP de San Marino em 1994 foi um dos mais tenebrosos da história da Formula 1. Nos treinos, o austríaco, com problemas na asa dianteira de seu carro, perde o controle na curva Villeneuve e bate violentamente. A fragilidade do chassis da Simtek foi a causa principal de sua morte, como ficou constatado depois, após as investigações das causas do acidente.

As duas últimas mortes em acidentes na pista de pilotos de Formula 1 foram neste fim de semana. Ratzenberger na sexta e Senna no domingo.

A frágil Simtek destruída após a batida

NA TORCIDA

O blog retorna após um breve descanso, onde consegui relaxar um pouco e também fazer muitas pesquisas para incrementar cada dia mais esse espaço.

Não deixem de salvar em favoritos para espiar aqui de vez em quando. Como eu sempre digo, não é um assunto que muita gente busca no dia a dia como informação, mas não deixe de passar aqui e deixar seu comentário, seja com opiniões, sugestões e críticas.

E o blog continua na torcida para o maior piloto de todos os tempos superar a mais dolorosa batalha de sua carreira, que é a luta pela recuperação depois do terrível acidente nas montanhas de esqui da França.