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7 de jan. de 2014

GERHARD BERGER

Muito conhecido aqui no Brasil principalmente por ter sido um dos melhores amigos de Ayrton Senna, o piloto austríaco utilizou durante muito tempo um capacete com a pintura de fundo azul escuro, quase preto, e nas laterias uma representação da bandeira de seu país.

Layout mais utilizado
Antes disso, quando correu pela Benetton de carros e pneus coloridos, a pedido do patrocinador o layout foi modificado, imitando as cores da logomarca principal do carro.

Layout preferido do patrocinador

E esse capacete utilizado por Berger no início de sua carreira na Formula 1? Em sua estréia na Formula 1, pela equipe ATS, o austríaco utilizava um layout todo em azul com pequenas linhas douradas na parte de cima e de baixo.

A cor azul é muito utilizada esportivamente na Áustria e esse layout era belíssimo.

Um dos mais belos capacetes que já vi

6 de jan. de 2014

GLÓRIAS E TRAGÉDIAS

Mesmo tendo dois campeões mundiais, Jochen Rindt e Niki Lauda, acredito que a Áustria é o país com os pilotos mais azarados da história, se é que posso assim dizer. Porque uma grande e triste sina recai sobre os pilotos deste país que já passaram pela Formula 1: OS ACIDENTES

Segue abaixo um pouco da história de glórias e tragédias desses pilotos:

Gerhard Berger

Iniciou sua carreira na Formula 1 pela ATS em 1984, mas foi na McLaren e Ferrari que mostrou todo seu talento, conseguindo 10 vitórias e por duas vezes foi terceiro colocado no campeonato( 88 e 94).

Berger nos tempos de Benetton de pneus coloridos
No GP de San Marino de 1989, Berger perdeu o controle de sua Ferrari e bateu violentamente contra o muro na curva Tamburello. Seu carro instantaneamente pega fogo mas Berger escapa milagrosamente da morte.
Ferrari pegando fogo
Harald Ertl

Quase sempre andando em posições intermediárias, Ertl foi um piloto mediano. Um fato curioso do austríaco foi ter tentado, e falhado, se classificar para o GP de Monza em 78 usando dois carros de equipes diferentes.

Harald na estréia pela Hesketh em 1975
Em 1982, quando já estava fora da F-1 e se preparava para disputar a Renault 5 Turbo Cup, Ertl morreu num acidente aéreo quando viajava com sua família para a casa de veraneio na Alemanha.

Helmut Marko

Obteve maior sucesso nas corridas de Le Mans. Na Formula 1 disputou apenas 9 corridas e teve um oitavo lugar como melhor posição, sem marcar ponto algum.

Helmut Marko

Nas primeiras voltas do GP da França em 1972, Helmut tem o capacete perfurado por uma pedra, num acidente semelhante ao de Felipe Massa. Só que o austríaco perde a visão do olho esquerdo e sua carreira no automobilismo se encerrava por ali.
Capacete de Marko com viseira perfurada

Helmuth Koinigg

Koinigg teve uma passagem curtíssima pela F-1. Tentou se classificar no GP da Áustria em 72 mas não conseguiu. Em 74 foi convidado para disputar o GP dos E.U.A pela equipe Surtees, mas....

Helmuth na Surtees
...ele escapa numa das curvas do circuito e seu carro vai de encontro aos perigosos guard-rails, muito utilizados na década de 70, e tem a cabeça decepada.

Morte trágica de Koinigg

Jo Gartner

Piloto de grande futuro, Gartner estréia em 84 pela equipe Osella "arrebentando". Inicou as etapas mostrando grande potencial, termina em quinto no GP de Monza mas não tem os pontos computados pois sua equipe só tinha inscrito um carro apenas.

Gartner no belo carro da Osella
No ano seguinte, Gartner disputava as 24 Horas de Le Mans, quando na madrugada seu Porsche tem problemas mecânicos e ele bate violentamente, fazendo o carro ricochetear de um lado para o outro. Gartner morreu no local.

Gartner pouco antes da largada da fatídica corrida
Jochen Rindt

Jochen é considerado um dos maiores pilotos de todos os tempos. Estréia em 64 com uma Brabham particular mas é a partir de 1969, pela Lotus, que sua carreira deslancha. Consegue uma vitória e termina o campeonato em quarto lugar.

Jochen na belíssima Lotus
Mas quis o destino que sua carreira terminasse de forma trágica no GP de Monza do ano seguinte. Nos treinos para a corrida ele perde o controle de seu carro e bate também num guard-rail. Ele foi levado para o hospital, mas faleceu no caminho. Rindt, que já tinha vencido cinco etapas em 1970, não foi alcançado nos pontos pelo restante dos pilotos e foi declarado campeão póstumo ao fim da temporada.

Acidente fatal

Niki Lauda

Este pode ser considerado, certamente, o maior piloto austríaco de todos os tempos. Dono de três títulos mundiais, provavelmente teria sido campeão mais uma vez, em 76, se não fosse o terrível acidente em Nurburgring.

Lauda na Ferrari
Durante a segunda volta do GP de Nurburgring, na Alemanha, a suspensão de sua Ferrari quebra, fazendo Lauda perder o controle e bater no muro. O carro pega fogo e com o piloto preso às ferragens, a equipe de salvamento tem enorme dificuldade de resgatá-lo das chamas. Se recupera e anos mais tarde conquista mais dois títulos na McLaren.

Acidente quase fatal de Niki Lauda

Karl Wendlinger

Estreou na Formula 1 no fim de 1991, pela Sauber, onde já era piloto da equipe no Mundial de Protótipos. Marcou seus primeiros pontos pela equipe March em 92 para no ano seguinte retornar à Sauber.

March Leyton House
No GP de Mônaco de 1994, Karl sofre um fortíssimo acidente durante os treinos. Ele bate no "S" da saída do túnel, sofre uma forte pancada na cabeça e é levado para o hospital, onde fica em coma por alguns dias. Wendlinger voltaria para a Formula 1 em 95, mas sem o mesmo brilho.

Acidente com a Sauber em Mônaco

Roland Ratzenberger

Outro piloto austríaco com curtíssima carreira na Formula 1. Estreou em 1994 pela fraquíssima equipe Simtek, mas só conseguiu se classificar num GP, o do Pacífico.

Raztenberger em sua Simtek
O fim de semana do GP de San Marino em 1994 foi um dos mais tenebrosos da história da Formula 1. Nos treinos, o austríaco, com problemas na asa dianteira de seu carro, perde o controle na curva Villeneuve e bate violentamente. A fragilidade do chassis da Simtek foi a causa principal de sua morte, como ficou constatado depois, após as investigações das causas do acidente.

As duas últimas mortes em acidentes na pista de pilotos de Formula 1 foram neste fim de semana. Ratzenberger na sexta e Senna no domingo.

A frágil Simtek destruída após a batida

2 de dez. de 2013

SEGUNDO PILOTO

Pra quem gosta realmente de corridas, principalmente Formula 1, está acostumado a acompanhar uma série de domínios em várias épocas, como o que estamos presenciando com Sebastian Vettel. Isso é absolutamente compreensível, visto que é impossível a gente imaginar que todas as equipes em um único campeonato conseguem dividir tanto as vitórias e os podiuns. 

E em cada período desses domínios tivemos ao comando dos carros pilotos excepcionais e pilotos coadjuvantes. E é sobre eles, os coadjuvantes, os pilotos que quero lembrar nesse post. 

Gerhard Berger, Rubens Barrichello e Mark Webber. 

Foram pilotos muito bons, com várias vitórias, poles, uma carreira longa e respeitada na Formula 1. Mas que, de certa forma, serão lembrados principalmente por terem sidos coadjuvantes dos pilotos Ayrton Senna, Michael Schumacher e Sebastian Vettel.